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 Sinopse

Quando nós falamos no início do Rio Grande do Sul, vêm à nossa mente uma série de pensamentos, e logo lembramos dos portugueses, dos espanhóis. Mas milhares de índios já viviam aqui, inúmeras tribos com sua cultura, religiões. Mas com a chegada dos jesuítas, que com o tempo foram ensinando os seus costumes europeus... Em 1634, o padre Cristóbal de Mendonza introduziu o gado vacum em grande escala no território gaúcho. Um solo rico em pasto e água, rios e chuvas em abundância, que, em poucos anos, já contava com milhares de bois, vacas, ovelhas e manadas de cavalos.

Podemos dizer que ali, nas reduções jesuíticas, havia uma verdadeira fartura. Pois os padres trouxeram as sementes e a agricultura, e passaram a trabalhar a terra. Mas esse lugar lindo e cheio de amor, fé e alegria — um verdadeiro paraíso de progresso — não duraria muito tempo. Pois os bandeirantes, que viviam pelos matos buscando ouro e pedras preciosas e na captura de negros fujões, com a falta de mão de obra, capturavam também os índios.

Quando chegaram próximos aos Sete Povos, pensaram: “Os padres catequizaram os índios, já os ensinaram a trabalhar nas lavouras e estão todos reunidos. Será fácil nós ganharmos um bom dinheiro.” Mataram os padres e muitos índios, e a terra, que já era vermelha, com todo aquele sangue, ficou mais vermelha ainda. A grande maioria foi presa e levada como escrava, e quem não foi preso, fugiu.

Os bandeirantes puseram fogo em tudo: nas casas, nas capelas, e com todos aqueles mortos, a terra ficou assombrada e cheia de lamúrias. E os animais fugiram campo afora — imensas manadas de cavalos e o gado chimarrão ficaram selvagens e sem controle —, e as tropas foram crescendo. Alguns outros estados do Brasil começaram a voltar seus olhos para a Província de São Pedro.

Com o passar dos anos, começaram a chegar domadores, ginetes, cães e, é claro, ladrões. E bem mais tarde criou-se a rota das tropas de Viamão (RS) a Sorocaba (SP). E era um vai e vem de tropas e muito dinheiro, ladrões, bandidos, caçadores de índios e negros, e os bugreiros que caçavam os índios Xokleng e recebiam do governo por cada orelha esquerda do índio morto — colocavam-nas num tento, que formava um colar das orelhas dos pobres. Quase houve a extinção completa dessa tribo.

Nesse meio, surgem heróis, heroínas que se forjam em armas, flechas e lanças, e muita bravura, magias, bruxas, seres místicos e inúmeros mistérios. Algumas paixões e romances entre as pequenas batalhas, e, ao lado, a Revolução Farroupilha, o exército do governo e os Farrapos.

Está tudo no livro Lamúria ao Vento. Fortes emoções do início ao fim. Uma boa leitura e um grande abraço.

Lamúrias ao vento

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Quando nós falamos no início do Rio Grande do Sul, vêm à nossa mente uma série de pensamentos, e logo lembramos dos portugueses, dos espanhóis. Mas milhares de índios já viviam aqui, inúmeras tribos com sua cultura, religiões. Mas com a chegada dos jesuítas, que com o tempo foram ensinando os seus costumes europeus... Em 1634, o padre Cristóbal de Mendonza introduziu o gado vacum em grande escala no território gaúcho. Um solo rico em pasto e água, rios e chuvas em abundância, que, em poucos anos, já contava com milhares de bois, vacas, ovelhas e manadas de cavalos.

Podemos dizer que ali, nas reduções jesuíticas, havia uma verdadeira fartura. Pois os padres trouxeram as sementes e a agricultura, e passaram a trabalhar a terra. Mas esse lugar lindo e cheio de amor, fé e alegria — um verdadeiro paraíso de progresso — não duraria muito tempo. Pois os bandeirantes, que viviam pelos matos buscando ouro e pedras preciosas e na captura de negros fujões, com a falta de mão de obra, capturavam também os índios.

Quando chegaram próximos aos Sete Povos, pensaram: “Os padres catequizaram os índios, já os ensinaram a trabalhar nas lavouras e estão todos reunidos. Será fácil nós ganharmos um bom dinheiro.” Mataram os padres e muitos índios, e a terra, que já era vermelha, com todo aquele sangue, ficou mais vermelha ainda. A grande maioria foi presa e levada como escrava, e quem não foi preso, fugiu.

Os bandeirantes puseram fogo em tudo: nas casas, nas capelas, e com todos aqueles mortos, a terra ficou assombrada e cheia de lamúrias. E os animais fugiram campo afora — imensas manadas de cavalos e o gado chimarrão ficaram selvagens e sem controle —, e as tropas foram crescendo. Alguns outros estados do Brasil começaram a voltar seus olhos para a Província de São Pedro.

Com o passar dos anos, começaram a chegar domadores, ginetes, cães e, é claro, ladrões. E bem mais tarde criou-se a rota das tropas de Viamão (RS) a Sorocaba (SP). E era um vai e vem de tropas e muito dinheiro, ladrões, bandidos, caçadores de índios e negros, e os bugreiros que caçavam os índios Xokleng e recebiam do governo por cada orelha esquerda do índio morto — colocavam-nas num tento, que formava um colar das orelhas dos pobres. Quase houve a extinção completa dessa tribo.

Nesse meio, surgem heróis, heroínas que se forjam em armas, flechas e lanças, e muita bravura, magias, bruxas, seres místicos e inúmeros mistérios. Algumas paixões e romances entre as pequenas batalhas, e, ao lado, a Revolução Farroupilha, o exército do governo e os Farrapos.

Está tudo no livro Lamúria ao Vento. Fortes emoções do início ao fim. Uma boa leitura e um grande abraço.